eu que sempre defendi a arte pós-moderna me vi decepcionado quando me contaram hoje que há mais 27 pensadores do rodin pensando pelo mundo. jacaré gosta? nem eu.
já me peguei decepcionado antes quando, no tate modern, vi a fonte do duchamp. em baixo, uma plaquinha, dizendo que a fonte original foi roubada, e aquela era uma das 19 réplicas feitas pelo próprio duchamp. tava escrito lá assim, pelo próprio duchamp. até onde eu saiba, ele não fabricava louça. ou seja, mais 19 mictórios foram indevidamente desapropriados.
isso tudo me parece a mesma relação do teatro com o cinema. e eu falo do ponto de cinéfilo inveterado, e até por isso. é muito mais fácil uma peça (não uso espetáculo, desculpe) ser emocionante do que um filme. o teatro é efêmero, cada apresentação é única, além do lugar de onde se senta na platéia e a atenção que se dá a cada segundo mudar a perspectiva da obra. o cinema é massivo, replicável.
não vejo isso como um defeito. o diretor de cinema precisa pensar num jeito mais eficaz de fazer contato com a platéia por causa disso. em época de efeitos especiais em que nada é impossível, pior ainda. mas isso é assunto pra outro post.
de resto, deixo o magrão poser pensar pela gente.
Um comentário:
Por isso os filmes bons conseguem passar uma mensagem diferente a cada vez que os assistimos, ou a cada um de nós.
(não sei como vim parar aqui, mas gostei do post)
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